Cerca de 12% dos atendimentos do Samu em AL são para vítimas de acidente de trânsito

Por dia, aproximadamente 17 vítimas de acidentes de trânsito foram resgatadas pelos socorristas do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) em Alagoas nos primeiros quatro meses de 2019. Nesse quadrimestre, o serviço atendeu a 17.771 pessoas, sendo 12,06% socorros prestados a vítimas de acidentes de trânsito, o que totaliza 2.144 atendimentos.

A Central Maceió do Samu realizou 997 atendimentos e a Central Arapiraca, 1.147, e encaminhou pacientes para as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), em casos mais simples, e nos acidentes mais graves para o Hospital Geral do Estado (HGE), na capital, ou para o Hospital de Emergência do Agreste, em Arapiraca.

De acordo com Marcos Ramalho, supervisor do Samu, a campanha Maio Amarelo vem chamar a atenção da população para o respeito às leis de trânsito e a valorização da vida. “É de extrema importância obedecer todas as leis de trânsito, conduzir dentro do limite de velocidade, utilizar corretamente os equipamentos de segurança, como o cinto ou o capacete, que salvam vidas e evitam graves sequelas. E, o mais importante, não misturar álcool e direção, que geralmente, causa morte ou deixa sequelas irreparáveis”, alerta.

O que fazer ao presenciar um acidente – Quando um solicitante aciona o número 192 e informa que houve um acidente de trânsito, é o médico regulador quem vai analisar qual tipo de viatura deverá ser enviada para prestar aquela assistência, com as informações passadas pelo solicitante.

“É de fundamental importância que a pessoa permaneça no local do acidente, para que possa nos passar algumas informações básicas. São perguntas simples e rápidas, como a quantidade de vítimas, se o paciente está acordado ou inconsciente, se tem sangramento, se aparenta alguma deformidade nos membros, o que pode ser um indicativo de fraturas”, esclareceu o supervisor do Samu.

Todas essas informações irão guiar os reguladores do Samu para decidir o quantitativo e o tipo de ambulância a ser liberada, se a equipe de motolância ou até mesmo o Samu Aeromédico será enviado até o local da ocorrência. “É com base nas informações repassadas pelo solicitante do socorro, que decidimos, inclusive, se será necessário solicitar o apoio de outros órgãos para a ocorrência, a exemplo do Corpo de Bombeiros”, disse Luiz Eduardo Barros, médico regulador da Central Maceió.

Todos os quatro tipos de viaturas do Samu Alagoas possuem os materiais necessários para imobilização, utilizados no atendimento às vitimas de acidente de trânsito. Os principais equipamentos são os colares cervicais, as talas flexíveis para imobilização de membros e a prancha rígida, com os tirantes e os headblocks, para fazer o transporte até uma unidade de saúde.  Somente a prancha rígida não está presente entre os equipamentos das equipes de motolância, que chegam primeiro ao local do acidente, fazem toda imobilização do paciente, enquanto aguardam a chegada de uma ambulância para fazer o transporte da vítima na prancha.

“O essencial é ligar imediatamente para o 192, tentar sinalizar a via para evitar novos acidentes e o aconselhável é nunca mexer na vítima, porque uma pessoa não treinada pode agravar uma possível lesão causada pelo trauma. O ideal é sempre aguardar os nossos socorristas do Samu chegarem ao local para fazerem os procedimentos cabíveis para aquela situação”, alerta Luiz Eduardo Barros.

Nas situações de atropelamentos ou acidentes com motocicletas, o socorrista orienta deixar a vítima na posição em que ela caiu. De acordo com ele, o que os populares podem fazer é cobrir a vítima para protegê-la do Sol. E não tentar retirar o capacete dos motociclistas, pois essa atitude pode causar lesões na região cervical.

Ascom – 22/05/2019

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